"Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que se alimentassem, dizendo: Hoje, é o décimo quarto dia em que, esperando, estais sem comer, nada tendo provado. Eu vos rogo que comais alguma coisa; porque disto depende a vossa segurança; pois nenhum de vós perderá nem mesmo um fio de cabelo. Tendo dito isto, tomando um pão, deu graças a Deus na presença de todos e, depois de o partir, começou a comer. Todos cobraram ânimo e se puseram também a comer. Estávamos no navio duzentas e setenta e seis pessoas ao todo... e foi assim que todos se salvaram em terra." (Atos 27.33-37, 34 - Ler o texto completo: 27.13-44)
Esse episódio todo é tão emocionante que, ao lê-lo, pode-se esquecer do fato de que os que viajavam com Paulo são salvos por causa da presença do apóstolo. Talvez isso pareça estranho, pois tendemos a pensar em termos muito individualistas: cada pessoas é responsável pelos próprios atos. Contudo, aqui, Deus garante a Paulo a vida de seus companheiros de viagem. Graças à fidelidade de Paulo em obedecer ao que o Senhor lhe ordenou, as outras pessoas também são salvas. Há na Escritura uma história paralela que mostra o caso oposto. É a história de Jonas, que pega um navio a fim de ir na direção oposta da direção ordenada por Deus. Como consequência de sua desobediência, o navio todo estava em perigo, e os que navegavam com Jonas não tiveram alternativa, exceto jogá-lo ao mar.
É importante manter essas duas histórias em tensão, pois embora seja verdade que a igreja fiel é uma esperança para o mundo; também é verdade que a igreja desobediente é uma ameça, e talvez o mundo faça bem jogá-la ao mar.
Graças à fidelidade de Paulo, e à missão que Deus confiara a ele, os que viajavam com Paulo foram salvos no naufrágio. Além disso, quando Paulo lhes prometeu que seriam poupados e os convidou a comer, o próprio fato de que ele comeu é um sinal de que suas palavras de esperança não eram palavras vazias. Ele estava convencido de que há um futuro diferente daquele que seus companheiros temiam. Com o simples ato de pegar o pão, agradecer e comê-lo, ele oferece esperança a todos os marinheiros, soldados e passageiros desesperados.
Da mesma forma, a igreja tem um palavra de esperança para o mundo. O fundamento para essa esperança é que a igreja tem uma visão do futuro diferente da visão do mundo. Mas o mundo não acreditará em nós se não vivermos agora como pessoas que realmente têm essa esperança. Os companheiros de Paulo acreditaram nele e decidiram comer quando o viram comendo. O mundo acredita à medida que nos vê sendo realmente pessoas que têm uma nova esperança, anunciando um futuro diferente e já o vivendo. Em meio a um continente em constante crise de falta de esperança, com dívidas externas imensas, situações políticas trágicas e meio ambiente cada vez mais poluído e escasso, a igreja não tem alternativa a não ser anunciar com suas palavras, com seus atos e com a própria vida interior o futuro diferente que Deus prometeu.
Os atos de Paulo lembra-nos a comunhão: ele pegou o pão, agradeceu, partiu-o e convidou os outros a comer. Talvez o que devamos fazer hoje seja algo semelhante: que a nossa comunhão seja de tal maneira que lembremos ao mundo da esperança de sua própria salvação, do reino de Deus. Que ao tomar o pão, agradecer e parti-lo, nosso ato e a vida que nasce dele sejam um anúncio vivo da nova ordem do reino de Deus. Essa igreja é realmente uma esperança para o mundo. O oposto também é verdade: a igreja que não tem obediência necessária para ser uma proclamação de esperança só merece ser, como Jonas, jogada para fora do navio em perigo.
Fonte: Extraído do livro "Atos, o evangelho do espírito santo" de Justo González.
Fonte: Extraído do livro "Atos, o evangelho do espírito santo" de Justo González.


Nos últimos tempos temos visto que as igrejas têm dado cada vez mais importância e significância ao momento de louvor no culto. Porém, tanta importância e significância têm deixado de lado a preocupação com o conteúdo, a coerência e a doutrina na letra de nossas músicas. Ouvimos em nossas rádios blocos de músicas que vão contra doutrinas bíblicas ou até mesmo músicas que se contradizem entre si, tanto doutrinária, como filosoficamente. E isso se repete em nossas igrejas.
Alexandre e Fernanda são amigos queridos e membros da Igreja Cristã da Aliança de Pendotiba. Hoje, antes do culto eles me contaram uma história interessantíssima.