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terça-feira, 1 de junho de 2010

O mundo vale muito menos que você

Durante toda a história da humanidade, podemos notar como o ser humano tem sede de poder. A conquista de territórios muitas vezes ínfimos era motivo de batalhas sangrentas e violações de todo princípio de moral existente. E isso não acontece apenas nas guerras travadas ou frias; as buscas constantes de bilhões de pessoas por um progresso de vida também se configuram no rol da caça ao sucesso. Mas por que temos tanto anseio por algo maior? Será que uma vida normal não seria suficiente? E se o sucesso bater à sua porta, será que você terá encontrado o caminho da felicidade? Talvez a resposta seja óbvia, mas muitas vezes nos esquecemos dessa verdade, e um exemplo nos ajuda a recordar.

Como fã incondicional de futebol, estava há algum tempo assistindo na internet a entrevista dos (na minha opinião) dois melhores jogadores de futebol do mundo na atualidade: Kaká e Cristiano Ronaldo, ambos do Real Madrid, da Espanha. Os dois foram contratados a peso de ouro pelo clube espanhol e davam entrevista juntos. Nada surpreendente, para olhos desatentos. No entanto, eu percebi algo que me chocou, a ponto de eu parar o vídeo e ficar analisando a imagem: comparando a expressão de ambos, percebi uma imensa diferença na vida deles. Enquanto o semblante de Kaká era tranquilo, sorridente e expansivo, o de Ronaldo, apesar do bigue sorriso clareado no consultório odontológico, era pesado, grave e triste; seu olhar era extremamente apagado. O que me intriga é: tanto Kaká quanto Cristiano não são famosos e ricos? Jogam no mesmo clube vitorioso? Ganham os melhores salários? Têm carros? Mansões? Os nomes eternamente escritos na história do esporte? Reconhecimento e carinho de milhões de fãs ao redor do mundo? QUAL A DIFERENÇA ENTRE ELES, SE ELES TEM TUDO NESSE MUNDO?

A resposta é simples. Um deles encontrou o sentido da vida, que vai além desse mundo. Jesus disse em Mateus 16:26: "De que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?". Esse mundo vale bem menos que nós. Não tem nada a oferecer-nos que possa nos preencher e direcionar a nossa vida. Só o nosso Fabricante pode nos dizer para que fomos criados e qual é nosso objetivo de vida. Além de Cristo, não há esperança de complitude para nós humanos. Não digo com isso que estar com Jesus será um eterno mar de rosas - muito pelo contrário, às vezes as nossas tribulações aumentam. Mas quando estamos em Cristo, qualquer problema parece minúsculo, porque nosso objetivo de vida transcende o limitado: é para a eternidade. Só quando entendemos essa meta de vida que Deus tem pra nós é que podemos compreender o que Paulo fala em Filipenses 1:21: "Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro."


"Se encontro em mim um desejo que nenhuma experiência deste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é a de que fui criado para um outro mundo." (C. S. Lewis)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

"Tudo é relativo": isso é uma verdade absoluta?

Hoje em dia podemos ouvir facilmente das pessoas frases que atestam sua visão relativista das coisas. Isso é ainda mais forte no meio acadêmico - e aqueles que preferem aderir a quaisquer pressupostos absolutistas são taxados de atrasados, quadrados ou radicais. Mas será que é mesmo assim?

Quando analiso esse tipo de discurso, vejo, na verdade, um profundo absolutismo. Parece contraditório, mas não é: hoje em dia é colocada a ideia da relatividade sem abertura para outro tipo de pensamento: o pensamento absoluto de hoje é de que tudo é relativo. Para que se comprove isso, basta mostrar alguma ideia absoluta de moral, por exemplo, em questões simples como mentira, pequenas contravenções (suborno a um guarda de trânsito, cola na hora de uma prova) ou sobre a ideia de quem seja Deus, Seus princípios e atributos. Se alguém fala que suborno é pecado, ou que Deus é amor e justiça, que só há um caminho de salvação, em muitas ocasiões é logo excluído e por vezes humilhado. Mas por que esse comportamento, se o próprio discurso pós moderno prevê a tolerância às diferenças?

A questão não é sobre absolutos e relativos. É óbvio que tudo nesse mundo é regido por absolutos - por mais que se considere que se deve ver tudo relativamente. Não há pra onde correr! O grande problema está no fato de que as pessoas hoje não gostam de ser contrariadas, de ter sua postura apontada como incoerente. Para escapar de uma possível exposição pública de seu erro, simplesmente dizem: "Mas você vê isso como uma coisa errada. Meu ponto de vista é diferente!".

Se você é uma pessoa que tem fugido dos absolutos morais e se resguardado na ideia vã de que "tudo é relativo", abra os olhos. Assim como uma pessoa que atravessa uma avenida na hora do rush tem grande chance de ser atropelada, o ser humano corre extremo perigo quando está longe dos absolutos perfeitos de Deus. Ele não é um quadrado ou radical caprichoso, que quer as coisas de um determinado modo por futilidade; Ele criou você, na sua singularidade, e sabe o que é melhor pra sua vida. Estar longe da segurança de Seus preceitos é um risco absoluto (e não relativo) de uma eternidade absolutamente aterrorizante.
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