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domingo, 13 de outubro de 2013

Versículos, versículos, versículos, é disso que precisamos

Hoje tive uma experiência que me deixou triste. Fui a procura de uma igreja aqui no bairro onde estou morando em João Pessoa. A primeira igreja que visitei estava fechada, não havia mais EBD a despeito de haver na placa indicando aquele horário. Depois andei mais um pouco a procura de outra e encontrei. Entrei, perguntei pela sala dos jovens e me enviaram por acidente a sala dos juvenis (de 15 a 17 anos). Assisti a aula. No entanto, fiquei me perguntando o tempo todo: esses jovens estão sendo preparados para enfrentar a faculdade? A resposta me veio na mente: Não. Por Deus, eu entrei na faculdade com 17 anos, a idade de muitos dessa classe - eu pensei. Na lição havia pouco do evangelho, havia pouco da bíblia, havia pouco da maturidade para encarar a universidade, havia pouco do raciocínio lógico próprio da Teologia, havia pouco do preparo necessário para encarar a vida cristã. Me preocupei, fiquei triste, o coração doeu. É a igreja de Cristo! São as pessoas pelas quais Cristo morreu, e as quais precisam receber alimento sólido, eu pensei. É triste ter que escutar, ou ouvir que um irmão nosso haverá de escutar a advertência de Hebreus: 

"Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal" (Hebreus 5.12-14).

Precisamos mais da exposição da bíblia. Não há nada mais poderoso do que o conhecimento das Escrituras para nos fazer santos. Podemos escutar alguém nos dizer o que devemos fazer, mas para um crente nada é tão poderoso quanto escutar: Assim diz o Senhor! E somente quando abrimos a nossa bíblia é que podemos encontrar Deus falando assim. Não há nada mais poderoso do que saber o que deve ser feito, o porque e com quais motivações. A bíblia nos apresenta isso, e tudo isso é necessário. Mas também só ela apresenta, haja vista tudo quanto devemos fazer encontrar uma motivação primeira e última em realidades espirituais. 

Spurgeon certa vez escreveu: 

"Já vimos as doutrinas da graça produzirem excelente moralidade, séria integridade, delicada pureza, e, mais ainda, devota santidade. Vemos consagração na vida, calma resignação na hora do sofrimento, alegre confiança no que se refere à morte, e todas essas coisas, não em poucos casos, em geral, são resultado da fé inteligente nos ensinos das Escrituras. 

Alguns têm pregado boas obras até que dificilmente sobre uma pessoa decente na igreja, enquanto outros pregam a graça e amor vicário de tal modo que pecadores se tornam santos, e santos se tornam galhos carregados de frutos para o louvor e a glória de Deus".

Não podemos nos esquecer que o nosso Mestre nos ensinou que somos santificados na verdade da palavra (João 17:17).

Você pode estar se perguntando por que eu compartilhei isso. Eu abomino a critica à igreja por parte daqueles que não a amam, que não possuem um real desejo de vê-la frutificar. Não quero ser uma pessoa assim. A razão é porque vejo que a Missão Federal tem sido coluna e baluarte da verdade (1 Tm 3.15). E ela precisa continuar sendo, sempre. Sei que de lá sairá bons líderes, pessoas que ensinarão em suas igrejas, cuidarão de crianças, adolescentes e jovens. Tenho essa fé no meu coração. No entanto, ao fazê-lo, lembrem-se do que aprenderam, da necessidade de serem bons expositores da Escrituras, de alimentar o rebanho a quem Deus haverá de lhes confiar com fidelidade, amor e confiança no poder que há somente nas Escrituras. Não se satisfaçam até terem a certeza que tudo quanto é pregado está recheado da verdade extraída da Bíblia. 

Versículos, versículos, versículos, é disso que precisamos. Fidelidade, fidelidade, fidelidade, é isso que almejamos.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Uma palavra aos moços (homens)



Eu escolhi esperar

“Eu escolhi esperar”, foi o que eu li no facebook de um irmão da igreja. Ao ler, eu comecei a meditar nessas palavras e ver nelas um mar de princípios a serem extraídos das Escrituras acerca de relacionamentos entre um homem e uma mulher. No entanto, tais palavras trás consigo uma série de mal entendidos sobre o nosso papel enquanto novas criaturas de Deus. De um lado, é bem verdade, supõe-se, que tais palavras são fruto de um coração temente a Deus e sabedor que Deus é soberano sobre todas as coisas, inclusive sobre a nossa vida amorosa. Aquele que pronuncia tais palavras deve ter aprendido que “a casa e os bens são herança dos pais; porém do SENHOR vem a esposa prudente” (Provérbios 19:14) e deve entregar diariamente a sua ansiedade a Deus, mediante a “oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6), conforme nos convém fazer. Ora, nesse sentido, tais palavras são louváveis, porque certamente trará paz ao nosso coração e certeza de que aconteça o que acontecer, Deus é o maestro da nossa vida e guiará todas as nossas veredas. Nesse sentido, coisa boa é esperar em Deus!

Esperar é caminhar

Por outro lado, o perigo de tais palavras é que elas não expressam toda a verdade sobre o assunto e, portanto, necessitam de esclarecimento acerca de muita coisa. Elas, por exemplo, podem nos fazer pensar que não temos qualquer responsabilidade em caminhar com nossas próprias pernas, cumprindo o papel que nos convém enquanto filhos de Deus. De um lado elas expressam a verdade de que Deus é absolutamente soberano sobre a nossa vida, contudo, esquece que somos responsáveis pelas nossas atitudes. É aquela velha história de duas verdades claramente ensinadas nas Escrituras, as quais a nossa mente limitada não consegue entender, e que damos o nome de Antinômio. No entanto, apesar de não compreendermos completamente, o que precisamos saber é que ambas as doutrinas são úteis para “ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Tm 3:16) e que “as coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos” (Dt 29.29).

Portanto, penso que o que deveríamos escolher é esperar e caminhar. É um paradoxo, eu sei, mas você irá entender. De um lado devo ter meu coração satisfeito com aquilo que Deus tem me dado e viver uma santa expectativa de ver o agir de Deus. Por outro lado, devemos diligentemente observar as Escrituras para cumprir tudo aquilo que Deus espera de nós. E nesse sentido, é claramente inferido das Escrituras que somos responsáveis pelo cônjuge que escolhemos casar e, portanto, devemos escolhê-lo. Ou, por caso, não lestes como Abraão pediu ao seu servo mais digno de confiança procurar uma mulher crente em Deus para ser a esposa de Isaque? Ou por acaso a descrição da mulher virtuosa em Provérbios 31 não está lá para sermos diligentes na procura de uma esposa conforme aquele padrão? 

No entanto, o que vejo é muito homem muito devagar, alias, quase parando. Eles são sem atitude, bobão, mole, sem graça, um perfeito mamão! Não que eles devessem ser como os ímpios, carniceiros, ligeiros demais, e com todas aquelas impiedades que eles praticam, mas ser sem atitude é uma qualidade ruim demais para um homem. Alias, é ruim enquanto solteiro e será ruim sempre. Ou acaso não será ele que guiará e protegerá toda a sua família, incluindo esposas e filhos? 

A responsabilidade do homem

Outra questão ainda muito mais importante do que esta é o preparo que o homem deve ter para um relacionamento. Nós precisamos entender que namoro é coisa séria e que ser o homem do relacionamento não é fácil. Tenho percebido que os casais de namorados entram em um relacionamento, falam em casar (ou pior, nem falam sobre isso) e mal sabem o que a bíblia ensina sobre casamento. Um homem decide rapidamente arrebatar o coração de uma mulher, mas não sabe o que a bíblia ensina sobre o seu dever dentro do relacionamento. São rápidos demais para fazerem o que querem, mas lentos demais para observar diligentemente as suas obrigações. Penso que um homem deveria conhecer muito bem as Escrituras, principalmente aquilo que diz respeito às suas funções dentro do casamento, antes de sequer pensar em convidar uma mulher para um relacionamento. Nós precisamos meditar muito sobre o que significa amar uma mulher como Cristo amou a igreja e estarmos dispostos a lutar, clamar e viver uma vida de arrependimento diário para sermos servos de Cristo nessa área. Precisamos aprender a trata-la como parte mais frágil e entendermos que seremos provedores financeiro e espiritual de nosso lar. Além de saber muito bem o que a bíblia fala sobre contato físico antes do casamento e sexo depois deste. E não se iluda, o que você entende sobre casamento influenciará muito o seu jeito de agir antes dele.

Portanto, o conselho que dou, primeiramente, é meditar muito nas Escrituras. Certamente há nela muitas coisas que precisamos aprender e que dizem respeito diretamente a nós enquanto homens. Depois, quando estivermos preparados, devemos procurar uma boa esposa, deixarmos de ser mole e cortejá-la, namorar, e casar.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Por que Jesus morreu e ressuscitou?

Em todo o mundo, cristãos comemoram na páscoa a morte e a ressurreição de Cristo. Eles se lembram do sacrifício de Cristo na sexta-feira da paixão e se alegram com a sua ressurreição no domingo. No entanto, uma pergunta que nem todo mundo sabe responder é por que Jesus morreu e ressuscitou. Essa é uma questão que todo cristão deve saber responder caso queira comemorar a páscoa de forma adequada. Afinal de contas, que sentido tem comemorar a morte e ressurreição de Cristo se não sabemos a razão delas?

A chave para obter a resposta dessa pergunta é procurá-la no caráter de Deus e na condição do homem. No caráter de Deus porque Ele é amoroso e justo. E no homem porque este é pecador e merece a justa condenação pelos seus pecados.

Quando se trata da condição do homem diante de Deus, a bíblia afirma que "Todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3.23). E sobre o pecado: "Porque o salário do pecado é a morte" (Rm 6.23) e "a alma que pecar, essa morrerá" (Ez 18.4). Portanto, pelo fato de termos pecado nós merecemos a morte espiritual e eterna punição dos pecados. E Deus, por ser justo e não poder negar-se a si mesmo, precisa condenar esse homem pecador. 
 
Portanto, diante da justiça de Deus encontramos um dilema: como satisfazer a justiça de Deus sem condenar o homem? A resposta para essa pergunta encontramos no outro aspecto do caráter de Deus: o amor. A bíblia afirma que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Por Deus ter nos amado incondicionalmente, Ele enviou seu filho para sofrer a condenação em nosso lugar. Enquanto nós deveríamos receber a condenação que nos era devida, "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar" (Gl 3.13). E agora nós podemos escutar da parte de Deus: "e a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz" (Cl 2.13-14). Essa foi a razão de Cristo ter morrido em nosso lugar e a razão pela qual comemoramos a páscoa.

Mas ainda resta a segunda parte da pergunta: Por que Cristo ressuscitou? Ele precisaria ressuscitar? Sim, ele precisaria ressuscitar! A bíblia afirma que Cristo "foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação" (Rm 4.25). Sobre esse assunto o apóstolo Paulo afirmou com muita categoria: "e, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados" (1 Co 15.17). Portanto, para que nós pudéssemos ser justificados, era necessário que Cristo ressuscitasse dentre os mortos para que nós, declarados justos, ressuscitemos também com ele.

Portanto, que nessa páscoa pensemos no seu real significado, lembrando do sacrifício de Cristo na cruz pelos nossos pecados e nos alegrando pela sua ressurreição. Que possamos declarar constantemente, tanto agora, como sempre que "Digno é o cordeiro do sacrifício" (Morávios).
 
@luizaugusto__

sábado, 2 de abril de 2011

Os meios pelos quais Deus santifica o seu povo


"Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.15,16) 
O texto que lemos é uma exortação à santidade prática na nossa vida. O apóstolo Pedro nos diz que devemos nos tornar santos em todo o nosso procedimento porque Santo é aquele que nos chamou. A necessidade da santidade é algo que nenhum Cristão maduro e sincero negaria. A bíblia de fato fala sobre essa necessidade e isso é algo que devemos almejar na nossa vida. Mas a grande questão que nem todo mundo entende é o que é santificação e como podemos nos santificar. Quais são os meios pelo o qual Deus santifica o seu povo? Eu posso obter um  progresso espiritual satisfatório sem me atentar para esses meios? 

Segundo a teologia sistemática de Wayne Gruden, "Santificação é a obra progressiva de Deus e do homem que nos torna mais e mais livres do pecado e iguais a Cristo". Ora, uma coisa clara na bíblia é que Deus é quem santifica o seu povo, pois é ele quem "opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2.13). E Deus, sendo Deus, poderia usar quaisquer meios para alcançar esse objetivo, mas em sua infinita sabedoria ele determinou quais seriam esses meios para que o seu povo se santificasse. A saber, a leitura bíblica, a oração privada, a comunhão com outros cristãos, o ouvir constante da palavra de Deus e um discipulado sólido são alguns dos mais importantes. 

O primeiro destes meios de graça é a leitura da palavra de Deus. Quando Jesus Cristo estava prestes a ser crucificado, ele fez uma oração que ficou conhecida como a oração sacerdotal. Cristo orou ao pai nos seguintes termos: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (Jo 17.17). Nesta oração é importante observar que Jesus estava orando ao Pai pela nossa santificação na verdade e disse que a palavra de Deus é a verdade que nos santifica. Em outra passagem o apóstolo Paulo disse que "Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra" (Ef 5.25,26). O apóstolo disse que Cristo morreu por nós para nos santificar e novamente vemos a palavra de Deus como o meio pelo o qual Deus santifica o seu povo.

Precisamos atentar-nos para o fato de que se não lermos a bíblia diligentemente jamais poderemos amadurecer na vida Cristã. Muitas vezes encontramos diversos Cristãos que amam o Senhor de verdade, mas que nunca obtém crescimento espiritual expressivo porque não lêem as escrituras. 

O segundo meio de graça é oração. Quando lemos a definição de santificação observamos que ela inclui nos tornarmos livres do pecado. Sobre esse assunto Jesus Cristo nos apresentou um caminho sobre modo excelente. Ele disse: "Orai, para não cairdes em tentação" (Mt 26.41). Muitas vezes queremos vencer a tentação com as nossas próprias forças e nos esquecemos do meio de graça que Deus designou para isso. Se não cultivarmos uma vida de oração jamais poderemos vencer o pecado. Ora, se os apóstolos, a igreja e o próprio Jesus foram diligentes no uso desse meio de graça, quem somos nós para rejeitá-lo?

O terceiro e quarto meio de graça são a comunhão com outros cristãos e o ouvir constante da palavra de Deus. Esses dois meios de graça estão muito relacionados com o frequentar a igreja, o que certamente é um meio que Deus escolheu para santificar o seu povo. A bíblia diz "exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado" (Hb 3.13). O pecado engana e endurece o nosso coração e o meio que Deus determinou para vencermos isso foi que o seu povo se exortasse mutuamente, algo que só podemos fazer se mantivermos comunhão uns com os outros. E, além disso, quando escutamos a palavra de Deus na igreja nós temos a nossa fé edificada, pois a bíblia diz: "e, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo" (Rm 10.17). Daí a importância de observamos essa ordenança, porque se não o fazemos perdemos um meio de graça extremamente importante para a nossa santificação.

E, por ultimo, devemos ter um discipulado sólido. Esse ponto é extremamente importante porque está relacionado com a base da nossa fé e aquilo que acreditamos como verdade. Quando pensamos em crescer na vida Cristã devemos ter a preocupação de o nosso crescimento ser bem alicerçado em convicções legitimas, não em fábulas cristãs (1 Tm 1.4). Um grande problema nos dias de hoje é que o povo de Deus negligencia o estudo sério das escrituras e acabam se tornando cristãos imaturos, "agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina" (Ef 4.14). Lembremo-nos sempre que aquilo que foi considerado digno de ser revelado por Deus é digno de nosso estudo e empenhemo-nos por ter um alicerce sólido para a nossa santificação.

Portanto, se você pretende crescer em santidade e ser um cristão maduro, te aconselho a observar atentamente esses meios, pois a nossa santificação depende muito do uso diligente deles,  pelo o qual Deus santifica o seu povo. 
@luizaugusto__

sábado, 26 de março de 2011

Pequenas coisas que glorificam o nome de Deus


Segunda-Feira vi uma cena na universidade que refletiu a glória de Deus. Eu estava andando pela universidade em direção à entrada principal até que reparei em uma detalhe muito importante. Reparei que um dos cartazes da Missão Federal estava colado com um durex diferente do que eu havia posto. Imaginei que provavelmente alguém havia passado por ali e visto que o cartaz da Missão Federal havia se soltado e essa pessoa se deu ao trabalho de procurar em seu material um durex para colar o cartaz. Nisso fiquei pensando como uma atitude tão simples conseguiu ser tão importante. Pensei na quantidade de pessoas que poderiam passar por ali, ver aquele cartaz através da atitude dessa pessoa, conhecer a missão federal e ser abençoada. E fiquei parado em frente aquele cartaz admirado, glorificando a Deus por uma atitude tão simples. Não sei se fiz isso porque sou apegado a detalhes ou por sensacionalismo da minha parte, mas o fato é que eu vi a glória de Deus nessa atitude. Afinal de contas, quem foi que disse que as pequenas coisas não glorificam a Deus? Sendo assim, é sobre isso que vamos falar hoje.

Precisamos aprender um principio claro na bíblia que é o de que qualquer coisa pode ser feito para a glória de Deus, não importa o que seja. O apóstolo Paulo certa vez falou "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (1 Co 10.31). Nessa passagem ele fala de pequenas coisas como comer e beber que podem ser feitas de modo que Deus seja glorificado.  

No ministério da Missão Federal felizmente temos muitas atividades para um servo de Deus se envolver. Alguns pregam, outros ensinam, outros escrevem, outros cantam, outros tocam, outros cuidam da logística da Missão Federal. Contudo, dentro de um ministério sempre há algumas pessoas que fazem tudo para a glória de Deus, e outros que só reclamam. Geralmente são pessoas que quando se pede para fazer algo, acham ruim e fazem tudo reclamando ou por obrigação. Talvez pelo fato de achar algo "pequeno". Agora, por outro lado, se sugeríssemos a essa pessoa um cargo de liderança, ou de ensino, talvez essa pessoa se anima-se um pouco mais. Ficaria feliz em ser útil nas grandes coisas. Mas ai eu fico pensando, será se uma pessoa assim chegaria um dia a fazer algo realmente grande para Deus? Creio que não! Afinal de contas, "Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito" (Lc 16.10). 

Davi é um grande exemplo desse princípio. Davi foi um homem que derrotou gigantes, subjugou reinos, guiou um povo, escreveu muitos salmos e, por fim, foi conhecido como um homem segundo o coração de Deus. Mas quando olhamos para a vida de Davi, vemos antes de tudo alguém que foi servo no pouco. Sobre esse grande homem de Deus a bíblia diz que Deus "escolheu a Davi, seu servo, e o tomou dos redis das ovelhas" (Sl 78:70). É importante notar que Deus diz que Davi era servo antes mesmo dele ser escolhido como ungido do Senhor. Agora, sabe por que ele foi escolhido e não os irmãos dele? Porque Davi, enquanto cuidava do rebanho de seu pai, fazia aquilo para a glória de Deus. Ele era um servo que cultivava um relacionamento com Deus nas pequenas coisas como ser obediente aos seus pais no trato com as ovelhas. Nisso Deus escolheu a Davi para grandes feitos!

O grande problema é que muitas vezes não nos contentamos com o pequeno e queremos somente fazer o que for "grande" para Deus. Geralmente pessoas assim pensam que faria tudo melhor... pregaria um sermão melhor do que o pregador, daria uma aula melhor na escola dominical do que o professor, tem uma teologia melhor, lideraria melhor, mas na prática não consegue fazer nada direito. Quando instado a ajudar, demonstra por suas atitudes que não é servo. Em geral são pessoas que falam muito e fazem pouco. Ajudar a ajeitar os bancos da igreja, limpar o chão, lavar a louça ou o banheiro em um acampamento, colar cartazes, são coisas indignas demais para essa pessoa, afinal de contas, por que alguém tão bom como ele faria essas coisas?

Então pessoal, vamos aprender a ser fieis nas pequenas coisas que certamente Deus honrará o seu povo. "Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo". (Cl 3.23)

Quanto à pessoa que colocou o cartaz... obrigado!
@Luizaugusto__

domingo, 13 de março de 2011

Contemplando a Glória de Deus


"Eu caminhava fora, sozinho, num local solitário nos pastos de meu pai, buscando contemplação. E enquanto eu andava ali, e olhando para os céus e as nuvens, entrou na minha mente uma apreensão tão doce da majestade e graça gloriosas de Deus, que não sei como expressar. Parecia-me contemplar a ambas em uma linda conjunção; majestade e mansidão unidas: era tão bonito e gentil, e santo e majestoso; e também uma mansidão majestosa; uma doçura terrível; uma gentileza elevada, grandiosa e santa.
            A aparência de todas as coisas foi alterada; tive a impressão de que havia, como se fosse um aspecto calmo e doce, uma aparência da glória divina, em quase tudo. A excelência de Deus, sua sabedoria, sua pureza e amor, pareciam surgir em todas as coisas; no sol, lua e estrelas; nas nuvens e no céu azul; na grama, nas flores e nas árvores; na água, e em toda natureza; o que grandemente contribuiu para minha concentração; eu costumava sentar e ficar observando a lua por um longo tempo; durante o dia, gastava muito tempo vendo as nuvens e o céu, para contemplar a doce glória de Deus nestas coisas; enquanto isto, cantava em voz baixa o que eu contemplava do Criador e Redentor." (Jonathan Edwards)
O texto lido refere-se a uma experiência que o pregador Jonathan Edwards teve um dia enquanto caminhava na fazenda de seu pai, onde parou para contemplar a glória de Deus. Sabe-se a respeito de sua biografia, que ele tinha o hábito de contemplar a Glória de Deus na natureza, nas escrituras, nas coisas simples do dia-a-dia e em tudo o quanto foi criado e ele fazia disso um momento de meditação e um deleite precioso para a sua alma.  Diante desse exemplo deveríamos pensar no quanto precisamos seguir o seu exemplo. Vivemos em um mundo tão ativo e conturbado que aquietar-se por um momento e cultivar um pouco de serenidade em meio à solitude é algo extremamente necessário, além do mais, a bíblia de fato nos exorta a fazer isso e nos garante grandes benefícios.

Para começar, precisamos entender porque é tão importante aprender a contemplar a glória de Deus. Às vezes, nos preocupamos em fazer dezenas de coisas, dentro e fora da igreja, tanto para a glória dEle, como também não, e esquecemos que antes mesmo de Cristo nos chamar ao ativismo, ele nos chama à comunhão. Ele primeiro disse "Vinde a mim" para depois dizer "e eu vos farei pescadores de homens" (Mt 4.19). E no processo de comunhão, o contemplar a face de Deus é algo essencial, porque é isso que vai nos fazer mais parecidos com Ele. Veja o que o apóstolo Paulo disse: "E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" (2 Co 3.18). Devemos entender que é quando contemplamos a glória de Deus que somos transformados na sua imagem. Se não o fazemos, não o somos. Se o fazemos, somos! Daí a importância de aprender esta arte.

Quando medito no que significa contemplar a glória de Deus confesso que me deparo com um terreno que ainda não foi totalmente explorado pela minha pessoa. Quanto mais vivo a vida cristã, mais descubro que existem diversas formas de contemplar a glória de Deus e que Deus se revela de diversas formas em diversos cantos. Tenho aprendido que podemos contemplar a Glória de Deus nas escrituras, na natureza, nas pessoas, nas coisas do dia-a-dia e sei que Deus ainda me surpreenderá de diversas formas.

Mas para começar, existe uma contemplação extremamente necessária, que é através da natureza. Contemplar a Deus através da natureza é algo que muitos ainda não entenderam ser possível. Quando encontramos algum relato de pessoas que tem esse hábito, muitas vezes nos perguntamos se é sério. Isso realmente é possível? Ah, que nada! Ninguém faz isso! Mas é fato que a bíblia nos diz que "Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos" (Sl 19.1). "Os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas." (Rm 1.20). É possível contemplar a Glória de Deus na natureza, porque ela de fato revela essa glória! Jesus Cristo nos disse: "observai as aves do céu", "vejam como crescem os lírios do campo" (Mt 6.26,28). 

Então por que não usufruir desse meio de graça? Que tal parar um pouco e contemplar a natureza?  Olhar para os lírios do campo e glorificar ao criador pela beleza de sua criação. Olhar para o céu e reconhecer que por trás de tamanha beleza há um Deus que sustenta tudo pela força de seu poder. Quem sabe observar como Deus alimenta as aves do céu, que nem semeiam, nem colhem. Olhar para uma flor e perceber que a nossa beleza, assim como a dela, logo passa. Olhar e fazer como Jonathan Edwards que reconheceu "uma aparência da glória divina, em quase tudo". Tenho certeza que "A terapia da quietude, o contemplar da natureza, nunca deixarão de conduzir os nossos corações para mais perto de Deus" (Charles Swindoll).

Precisamos aprender também a contemplar a glória de Deus nas pessoas e nas coisas do dia-a-dia. Se parássemos para observar as pessoas, certamente aprenderíamos muito com elas e glorificaríamos mais a Deus. Quantas vezes Deus falou ao meu coração simplesmente observando as boas dádivas das pessoas? E o quanto dei glórias a Deus pelo agir dEle na vida de outros? Certamente essas coisas revelam a glória de Deus, porque a bíblia diz que "Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes" (Tg 1.17). É Ele quem opera, e contemplá-las é simplesmente contemplar o agir de Deus! E o que falar sobre as coisas simples do dia-a-dia? Já parou para reparar como uma conversar sobre futebol, ou filmes, ou música pode ser tão bela e santa e refletir a glória de Deus mesmo quando não se fala diretamente dEle? Que tal tentar reparar como existem coisas tão simples no nosso dia-a-dia que podem fazer alguém tão feliz, enquanto esperamos nos satisfazer somente com o muito. Ou observar e aprender que muitas coisas que julgamos ser sem importância pode ser extremamente valioso para alguém. Tais coisas certamente revelam a glória de Deus e contemplá-las nos tornará mais parecidos com Cristo.

E o que falar sobre contemplar a glória de Deus nas escrituras? Certamente ela foi escrita para revelar essa Glória. Ora, porque dele, e por meio dele, e para ele não são todas as coisas? (Rm 11.36) Toda a escritura não foi escrita para falar sobre Cristo? (Lc 24.27) Então é claro que as escrituras revelam a glória de Deus! Precisamos aprender a lê-la e ver a beleza que emana de suas páginas. Precisamos enxergar o amor de Deus nas escrituras, a justiça dEle, a soberania, a sua gloriosa presença e intervenção e assim glorificá-lo pelos seus grandes feitos. Observar como ele tirou o povo do Egito, como ele derrubou as muralhas de Jericó, ou como trouxe juízo sobre a vida de Acã, Ananias e Safira e glorificá-lo pela sua grandeza. Talvez reparar como foi perfeito o plano de redenção dEle, ou como é maravilhoso o agir do Espírito Santo na sua igreja ou até mesmo contemplar a fidelidade de suas promessas, ou como será glorioso o grande dia da volta de Cristo. As possibilidades são muitas, mas a recompensa é sempre a mesma: "sermos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito".

Por fim, precisamos aprender a contemplar a glória de Deus. Algumas coisas certamente são necessárias quando tencionamos realizar essa atividade. A primeira delas é cultivar a simplicidade. Precisamos aprender a nos contentar com as coisas mais simples da vida, como a serenidade de um relacionamento com Deus,  ao invés de tantas atividades que muitas vezes não nos levam a lugar nenhum. Em segundo, precisamos  nos aquietar. Vivemos em um mundo que nos oferece muitas distrações e diversas atividades para realizar. Se não pararmos de fazer tantas coisas e redefinir as nossas prioridades nunca pararemos para ter uma vida de intimidade com Deus. Em terceiro, precisamos cultivar a disciplina da solitude. Precisamos parar para nos relacionar com Deus. “O silêncio é indispensável se quisermos alcançar profundidade em nossa vida espiritual” (Charles Swindoll). É essencial termos aquele momento só nosso onde não realizamos nenhuma outra atividade e nos dedicamos único e exclusivamente para contemplar a glória de Deus. E, por fim, precisamos renunciar. Todas essas coisas que citei exigem renúncia. Cultivar uma vida de intimidade com Deus é ingressar em uma viagem contra o vento, quando todo o mundo está correndo atrás de coisas fúteis e nós buscando um relacionamento verdadeiro com Deus.

Portanto, que tal seguir o belo exemplo do nosso querido Jonathan Edwards? Reserve um tempinho para caminhar por um parque e observar a natureza, as pessoas e as coisas belas do dia-a-dia e dê glórias a Deus por tudo que ele criou, enquanto medita em versículos bíblicos e canta bem baixinho "santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória". (Is 6.3) Certamente seria um ótimo exercício. Desejo-lhe esse excelente momento de solitude!

@luizaugusto__

quarta-feira, 9 de março de 2011

Cumprindo a Missão de Evangelização


"Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria. Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grande pranto sobre ele. Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere. Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra." (Atos 8.1-4)
Essa passagem que lemos narra sobre uma perseguição que sobreveio à igreja em Jerusalém e o desfecho e consequência dessa perseguição. E, como em todas as escrituras, podemos extrair algumas lições dessa maravilhosa história bíblica cheia de ensinamentos práticos. 

O primeiro aspecto a chamar a nossa atenção nessa passagem é o fato de que a igreja sofreu perseguição. Quando lemos o livro de Atos encontramos o relato de  uma igreja extremamente Santa e Cheia do Espírito Santo, mas que ao mesmo tempo sofreu perseguição por causa de sua fé. Muitas pessoas acham estranho o fato de Deus permitir o sofrimento na vida de seus Santos e pensam erroneamente que o sofrimento ou a perseguição é sinal de que estamos distante da vontade de Deus. Mas devemos saber que a perseguição é indicativo de que estamos tendo uma vida piedosa diante de Deus, não o contrário. O apóstolo Paulo nos disse que "todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos" (2 Tm 3.12). É uma ilusão pensar que não sofreremos nessa terra, pois a bíblia nos diz que "através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus" (At 14.21). Além de que o próprio Jesus nos alertou que "não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros" ( Jo 15.20).

Em segundo, devemos observar que a igreja mesmo em perseguição não parou de cumprir a sua missão. Quando tencionamos realizar a obra de Deus, devemos saber que encontraremos problemas. Evangelizar na universidade, por exemplo, é uma atividade que certamente criará em nós um sentimento de vergonha, medo e provável reprovação, além de ser algo que nos custará tempo e dedicação. Mas os problemas não devem ser motivos para deixarmos de realizar a obra de Deus. Não devemos desanimar simplesmente porque os problemas sobrevieram. Devemos permanecer "firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o nosso trabalho não é vão" (1 Co 15.58). Aquele que prometeu é fiel para cumprir as suas promessas e um dia receberemos a devida recompensa de nosso esforço e luta, pois a bíblia diz: "Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?" (Rm 8.32).

Em terceiro, a obra da evangelização é uma tarefa de todos os crentes. É importante notar que foi toda a igreja que foi dispersa, com exceção dos apóstolos, e que essa igreja pregava a palavra por onda andava. Muitas vezes temos a idéia errada de que a missão deve ser cumprida somente pelos pastores, missionários, evangelistas, ou pessoas importantes dentro da igreja e esquecemos-nos de cumprir a nossa missão. Nesse relato não foram os apóstolos que pregaram a palavra, mas sim a igreja. Isso porque a missão de evangelização é de todos nós, não somente de alguns. A visão de que missões se cumpre indo, orando ou contribuindo é totalmente errada. Missões se cumpre indo, orando e contribuindo. Vida cristã deve ser vivida em sua totalidade e não apenas naquilo que nos convém.
 
Em quarto, devemos observar que eles pregaram a palavra por onde eles passaram. Todos eles "iam por toda a parte pregando a palavra". O interessante nessa passagem é que eles não tinham um horário e local marcado para pregar. Se eles estavam em uma praça, em uma feira, em uma sinagoga, em Jerusalém, em Samaria ou na região da Judéia não importava. O fato é que eles pregavam por onde andavam. E a grande razão deles fazerem isso é porque nós devemos pregar justamente onde passamos a maior parte de nosso tempo. Evangelismo não deve ser feito apenas quando temos data, local e horário marcado, quando esporadicamente fazemos de conta que fazemos algo para Deus quando dedicamos pouquíssimo tempo de nosso ano em uma ou outra atividade evangelística. Evangelismo é estilo de vida e deve ser vivido onde passamos a maior parte de nosso tempo. O apóstolo Paulo ilustrou essa verdade muito bem em 2 Tm 4.2 quando disse: "prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não". Devemos ter em mente que o local onde Deus nos colocou é o nosso campo missionário. É lá que devemos pregar e são as pessoas que estão ao nosso redor que devemos evangelizar.

Por fim, devemos sempre nos lembrar que no devido tempo colheremos os frutos. Em Atos 11.19-26 a bíblia novamente relatava esse ocorrido e vemos nessa passagem que esse evangelismo rendeu grandes frutos. No versículo 11 a bíblia diz que "a mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor". O fruto desse evangelismo foi tão intenso que Barnabé e Paulo foram até Antioquia "e, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão" (v. 26). Certamente quando nos dedicamos à obra de evangelização encontramos resistência e dificuldades e muitas vezes pensaremos que o nosso esforço não está rendendo frutos. Mas devemos ter sempre em mente que "os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes" (Sl 126.5,6). Um dia plantamos a semente, noutro dia alguém rega e um dia Deus dá o crescimento (1. Co 3.6).

@luizaugusto__

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Aprendendo a orar como convém

"Ouvindo isto, unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram: Tu, Soberano Senhor, que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há; [...] Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido; [...] para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram; agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra, enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus." (Atos 4.24,26,28-30)
Os versículos que acabamos de ler fala sobre uma oração que a igreja em Jerusalém fez após Pedro e João terem sido soltos da prisão (4.23). O contexto era que Pedro e João haviam curado um coxo de nascença com mais de quarenta anos de enfermidade (4.22) e por, em seguida, anunciarem a ressurreição dentre os mortos em Cristo (4.3) foram presos e ameaçados. Após esse ocorrido a igreja fez essa famosa oração.

O mais impressionante nessa história é o conteúdo da oração da igreja em Jerusalém. Quando a igreja estava sofrendo repressão e perseguição, eles exaltaram a Deus reconhecendo que O Senhor foi quem criou o céu, e a terra, e o mar e tudo o que neles há, depois reconheceram a soberania de Deus afirmando que foi Deus quem predeterminou a perseguição a Cristo e por fim pediram ousadia para evangelizar. E eu fico pensando o quanto essa igreja era santa e estúpida. Santa porque Deus a via assim e estúpida porque pediram uma estupidez. Afinal de contas, em meio a um contexto de perseguição e medo eles pediram ousadia para evangelizar. Já pensou que povo louco?! Mas por que eles pediram isso? A resposta é fácil. Porque essa igreja tinha como prioridade a glória de Deus! Eles entendiam que a glória de Deus era muito mais importante do que até a própria vida. Simples né? Por isso que essa igreja era cheia do Espírito Santo (4.31).

Agora a grande questão é: e nos dias de hoje, qual tem sido o conteúdo das nossas orações? O que tenho visto durante as minhas peregrinações é um povo muito diferente da igreja apostólica. Sinceramente eu fico muito triste porque hoje as pessoas simplesmente não pensam mais nas coisas celestiais e em glorificar a DEUS. O fato é que elas estão realmente preocupadas é consigo mesmas. As orações são comumente egoístas e antropocêntricas. O que eu quero é o mais importante. Eu estou preocupado é com meus problemas, não com a glória de Deus. Perseguição? Nem pensar! Porque fazer algo para Deus se pensar em um Deus que faz tudo por mim é mais legal? Evangelizar? Pra quê? Afinal de contas eu já sou salvo mesmo! E no final das contas, fazemos justamente aquilo que há quase 2.000 anos a bíblia já nos alertava sobre o nosso egoísmo nas orações. Tiago certa vez escreveu "Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjares em vossos prazeres" (Tg 4.2b-3). Temo que seja essa a nossa realidade, um povo que pede para esbanjar em seus próprios prazeres.

Sendo assim, aprendamos dessa gente boa. Se eles em meio a perseguição viveram tal vida de fé, quanto mais nós devemos vivê-la quando temos tudo a nosso favor? Que aprendamos a orar como convém, pensando um pouco mais no que interessa e menos em nós mesmos. Oremos pedindo uma pouco mais da graça de Deus sobre as nossas vidas para servi-lo. Glorifiquemos mais a Deus em nossas orações. Confessemos mais os nossos pecados. E peçamos a Deus ousadia para anunciar a palavra dEle. Esse é um ótimo exercício e rende grandes frutos! Uma alma satisfeita e Deus glorificado!

@LuizAugusto__

sábado, 29 de janeiro de 2011

Uma Exortação ao Evangelismo

Estamos às portas de um novo inicio de período na faculdade. Falta-nos menos de um mês para o inicio de nossas aflições (rsrs) e oportunidade de sermos sal e luz dentro do Campus. E junto com o desafio de concluirmos mais um período letivo, temos o desafio de ganhar vidas para Cristo no ambiente que passamos a maior parte do nosso dia. Sendo assim, Deus gerou no meu coração um desejo de compartilhar alguns estudos bíblicos sobre evangelização e eu gostaria muito que esses estudos nos motiva-se a dedicarmos nosso tempo na obra daquele que é digno de todo o nosso esforço.
 
Nesse primeiro estudo eu gostaria de levantar algumas razões bíblicas que devem nos motivar à obra de evangelização. Quando analisamos o texto bíblico, percebemos que ele é repleto de exortações e razões para nos dedicarmos a essa obra. E sendo assim gostaria de levantar algumas razões bíblicas para isso.

1. Cristo deixou o seu exemplo. Quando lemos nos evangelhos a vida, ensino e obra de Cristo vemos claramente que Ele é o exemplo supremo para as missões cristãs. Ele foi quem nos deixou o maior exemplo de evangelização. No relato do evangelista Lucas vemos que mesmo com doze anos de idade ele já evangelizava entre os doutores (Lc 2.41-46) e aos trinta anos quando iniciou seu ministério, a bíblia relata que "Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo" (Mt 4.23).

Que Cristo nos deu o exemplo é claro. A grande questão é: o fato de Cristo ter nos dado o exemplo é suficiente para fazermos o mesmo? A resposta para essa pergunta encontramos em Romanos 8.29 onde o apóstolo Paulo escreveu "Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos". Quando a bíblia diz que aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, ela está afirmando que o plano eterno de Deus, desde antes da criação do mundo, é que fossemos conforme à imagem de Cristo. E isso significa sermos como ele É e seguirmos o exemplo que Ele nos deixou.

2. Deus nos chamou para essa obra. A bíblia diz "A quem enviarei, e quem há de ir por nós?" (Is 6.8). Deus está constantemente fazendo essa pergunta ao seu povo. Esperando que alguém aceite o seu convite e diga como o profeta Isaías "eis-me aqui, envia-me a mim". Assim como Ele chamou a Pedro e a André a serem pescadores de homens (Mt 4.19) e a muitos ao longo da história, Ele também nos chama. E esse é um convite que sempre está em aberto, basta aceitarmos. Que assim como foram formosos os pés de grandes homens ao longo da história, o nosso também seja! "Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!" (Is 52.7).

3. A evangelização é uma ordem. Quando Cristo estava para ser levado ao céu, Ele disse "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século." (Mt. 28.18-20). Quando pensamos no fato de que Cristo nos ordenou algo, sabemos que temos a opção de sermos obedientes ou não a essa ordem. Mas devemos lembrar que desobediência é pecado e, portanto, sermos negligentes com a obra de evangelização também é. Para termos noção da seriedade dessa ordem de Cristo é importante notarmos que Cristo antes de fazê-la reivindicou autoridade quando disse "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra". Essa sem dúvida não era uma ordem sem importância e muito menos de alguém sem autoridade para fazê-la. O próprio Cristo foi quem nos ordenou.

4. Deus nos confiou essa obra. Ele poderia ter confiado a obra da evangelização a anjos (Hb 1.14), ou a animais irracionais (Nm 22.28), ou até mesmo as pedras (Lc 19:40), mas foi a nós que Ele confiou. "Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio" (2 Co 5.18-20). A bíblia diz que ele nos deu o ministério da reconciliação. Devemos sempre ter em mente a responsabilidade que temos em mãos e a honra que temos em poder fazer parte de um ministério tão importante. Além de um ministério, Ele também nos constituiu embaixadores em nome de Cristo. E embaixador não é somente aquele que anuncia a apalavra do seu Senhor, mas também aquele que o representa. Aquele a quem todos estão atentos às suas atitudes e a quem todos esperam ouvir dele alguma palavra do Rei. Além disso, é um posto de honra.

5. Ele nos salvou com esse propósito. Creio ser essa uma verdade e o motivo mais sério de todos. Se de fato ele for verdadeiro isso nos torna ainda mais indesculpáveis diante de Deus. Para isso vamos examinar o que o apóstolo Pedro escreveu em 1 Pe 2.9-10: "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia". Quando o apóstolo escreveu essa epístola ele escreveu para um grupo de Cristãos que haviam sido regenerados pelo Espírito Santo. E, obviamente, nós Cristão sinceros estamos inclusos nessa categoria. Mas algo nesse texto nos chama a atenção, quando ele diz "a fim de", que é o mesmo de "com o propósito de" e exprime motivo, razão ou propósito. Em outras palavras, Deus nos salvou para anunciarmos as virtudes dEle. E se não o fazemos, a nossa salvação perde o sentido. Não é a toa que um dia Deus nos resgatou do lamaçal do pecado e nos deu uma nova vida. Ele não fez isso simplesmente para nos livrar do inferno, mas para fazermos o nome dEle conhecido.


6. Essa obra nos satisfaz! Em outras palavras, não há nada mais gratificante do que realizar a obra daquele que nos chamou. Certamente quando evangelizamos não satisfazemos somente o desejo do coração de Deus, mas também o do nosso coração que grita: "Isso! É isso! Esse é o segredo do contentamento! Não há nada melhor do que fazer isso!". Não há nada de errado em nos alegrarmos quando realizamos a obra de Deus, pelo contrário, "Deus é mais glorificado em nós quando nos satisfazemos nEle" (John Piper). Foi o próprio Cristo que nos disse "Mais bem-aventurada coisa é dar que receber" (At 20:35). A alegria é muito mais intensa em  se doar! Certa vez David Livingstone se referindo ao seu ministério de mais de 15 anos no continente Africano disse: "Não fiz sacrifício algum". Sendo assim, senhoras e senhores, sejam felizes!

7. Deus é galardoador dos que o buscam! Há, sem dúvida, uma recompensa para aqueles que servem a Deus. E o que é mais interessante no texto bíblico, é que além de Deus nos dar essa recompensa, Ele nos convida a buscá-la. Hebreus 11.6 diz: "De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam". É importante nortarmos que o autor de Hebreus falou que é necessario que creiamos que Deus é galardoador dos que o buscam. Crer que Deus existe é necessário, mas além disso também é necessário pensar na recompensa eterna. Foi pensando nessa recompensa que Moisés suportou as aflições no deserto junto com o povo de Deus. "Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão" (Hb 11.24-26). Repare que a bíblia diz "porque contemplava o galardão". Jesus Cristo também nos deixou esse exemplo "o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz" (Hb 12.2).

Por fim, que possamos lembrar daquele famoso corinho que diz:

Que não passe de nós o Teu Espírito
Que tudo o que foi dito a nós
Venha se cumprir
Que não seja preciso que se levante
Outra geração que vá avante
Venha sobre nós e realize o Teu querer

Geração de adoradores queremos ser
Sacerdócio santo pra te oferecer
O perfeito louvor
E em nossas vidas
Fluir o teu querer.

(Música)
Luiz Augusto

sábado, 1 de janeiro de 2011

Mensagem de Ano Novo!

Eu sei que é costume refletir sobre os planos para o novo ano antes de sua chegada e que, geralmente, as pregações a respeito também o são. E que eu estou atrasado um dia para esse costume. Mas como vício de pregador é pregar e eu me sinto compelido a isso, eu gostaria apenas de dizer o que eu desejo para mim nesse ano de 2011 e o que desejo para vocês. 

Eu, sinceramente, não gostaria de terminar o ano de 2011 arrependido de não ter servido a Deus. Acho que para um Cristão sincero esse é o pior arrependimento de fim de ano que pode-se ter. Sendo assim, eu desejo que nesse ano de 2011 ele seja ímpar no que diz respeito ao nosso serviço na obra do Senhor. Que possamos começar o ano com esse alvo bem definido e metas bem claras a serem cumpridas, porque assim começaremos o ano com o pé direito e terminaremos com um gratificante sentimento de desejo cumprido. Que possamos seguir o conselho do apóstolo Paulo que disse:  

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão" (1 Co 15.58) 

e meditar nas palavras do Senhor Jesus: 

"É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar" (João 9:4). 

Porque, afinal de contas, o ano passa rápido e nem sabemos se teremos um outro ano pela frente. Nem tão pouco podemos deixar passar a nossa juventude sem servir a Deus, achando que quando formos adultos, trabalhando e tendo uma penca de filhos para criar e um monte de contas para pagar será mais fácil. Então que possamos aproveitar enquanto é dia, porque a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.

Um ótimo ano de 2011 para vocês. Que ele seja repleto de alegrias, vidas ganhas para Jesus e realizações para a glória de Deus.

Atenciosamente, Luiz Augusto.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus

A sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus
Por Luiz Augusto

"Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne. Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais:circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu,quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível.Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo.Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristoe ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte;para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos." (Filipenses 3.3-11).

O apóstolo Paulo ao longo de seu ministério sempre enfrentou duras críticas de falsos mestres judaizantes que ensinavam ser necessário que o povo de Deus novamente se submetesse ao que o apóstolo chamou de "jugo de escravidão" (Gl 5.1), ou seja, ser necessário guardar a lei civil e cerimonial do antigo testamento, em especial a circuncisão. A estes o apóstolo chamou de "cães" e "maus obreiros" (v. 2). Em geral, os falsos mestres confiavam demais na sabedoria humana que provém da carne, e por tal motivo o apóstolo defende que "se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais" e lista uma série de vantagens que ele possuía dentro da religião judaica.. 

Paulo tinha todo o respeito e poder que um rabino almejaria ter dentro da sociedade daquela época, mas considerou todas estas coisas "como refugo (lit. esterco), para ganhar a Cristo" (v. 8). E, obviamente, havia razões para isso.

1. Paulo amava a Cristo mais do que tudo. O apóstolo abriu mão do mundo não por constrangimento, mas sim por amor. Por isso ele escreveu "por amor do qual perdi todas as coisas" (v. 8). Certa vez Jesus falou: "Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo" (Lc 14.26). É justamente esse amor que Cristo espera de nós! Quando deliberadamente e conscientemente optamos por fazer aquilo que não o agrada sem que isso não nos cause nenhum constrangimento, demonstramos que amamos mais ao pecado do que a Cristo.

2. Paulo entendia que o conhecimento de Cristo Jesus era muito mais sublime, ou superior, que todas as outras coisas (v. 8). Ele entendia que a verdadeira alegria e satisfação se encontrava em Cristo, não no mundo! (Sl 4.7) E buscava esse gozo completo. É entristecedor a quantidade de pessoas que ainda buscam satisfazer seus desejos em coisas pequenas demais, quando Cristo tem muito mais para nos oferecer. C.S. Lewis certa vez escreveu: "Somos criaturas indiferentes, que brincam com bebidas, sexo e ambição, enquanto o gozo infinito é-nos oferecido; como uma criança ignorante que deseja continuar brincando na lama em uma favela, porque não imagina o que significa o oferecimento de um feriado na praia. Satisfazemo-nos com coisas pequenas demais".

3. Paulo ansiava por "ser achado nele" (v. 9). Em outras palavras, o desejo do apóstolo era ter uma vida de total consagração e santidade, de modo que o nome de Cristo fosse plenamente glorificado em seu corpo! "Segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro" (Fp 1.20-21).

Se a bíblia diz que "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (1 Co 10.31) e de modo mais claro "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12.14), creio ser impossível expressar nosso amor por Cristo sem santidade, tão pouco alcançar a salvação.

4. Paulo ansiava por intimidade. Do mesmo modo como o amor a Cristo nos motiva a uma vida de santificação, essa vida de santificação deve nos motivar à uma vida de comunhão! Esse era o desejo de Paulo. Todo esse processo descrito em Filipenses 3, desde a renuncia do mundo motivada pelo Amor a Cristo, passando pela santificação como consequência deste, culmina em um propósito: conhecer a Cristo (v. 10).

Davi certa vez falou "Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água" (Sl 63.1). Esta é a base para o aprofundamento de um relacionamento com Deus. Antes de a nossa alma desejar qualquer coisa, ela deve anelar por conhecer a Deus! Certa vez escutei uma frase que dizia: "O servo que mais desfruta do seu senhor, é sempre aquele que possui mais intimidade". Assim foi com Pedro, Tiago e João, e assim será conosco.

5. Paulo desejava conhecer o poder que operou na ressurreição de Cristo atuando em sua vida (v. 10). Este poder atua na vida do cristão por meio do "lavar renovador e regenerador do Espirito Santo" (Tt 3.5). Ele sabia que nada podia fazer sem o Espírito de Cristo (Jo 15.5). Paulo entendia a preciosidade desse poder e anelava por ele. Por esta razão, Paulo se colocava de joelhos diante do Pai (Ef 3.14) para que tanto ele, quanto a igreja, fossem "fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus" (v. 16-19).

Aos Éfesos ele mostra o meio pelo qual o povo de Deus pode se fortalecer nesse poder: "Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder [...] Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos" (Ef 6.10-18).

6. Paulo queria ser participante da comunhão dos sofrimentos de Cristo (v. 10). A chave para entender o significado dessa passagem é a afirmação a seguir: "conformando-me com ele na sua morte" (v. 10). Paulo entendia que renascer para Cristo, implicava em morrer para o pecado. É impossível alguém passar pela experiência do novo nascimento, sem que automaticamente morra para si mesmo. "Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida [...] Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus" (Rm 6.2-4,11).

7. Paulo esperava alcançar a ressurreição dentre os mortos (v. 11). Esse seria o clímax de toda a caminhada cristã do Apóstolo. Seria quando os seus maiores desejos se realizariam definitivamente e ele poderia desfrutar da presença de seu Senhor por toda a eternidade. Um Cristão sincero também deve anelar pela Eternidade, do contrário ele não é Cristão. Certa vez o apóstolo falou "Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens" (1 Co 15.19). Que Deus nos permita ter sempre a consciência de que nossa Pátria está nos céus! "Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas. Portanto, meus irmãos, amados e mui saudosos, minha alegria e coroa, sim, amados, permanecei, deste modo, firmes no Senhor" (Fp 3.20-4.1)

Podemos concluir a partir dos desejos do apóstolo Paulo o que é ser um Cristão. É amar a Cristo acima de todas as coisas. É considerar todas as outras coisas pequenas demais comparado com o que Cristo é e nos oferece. É viver para o seu inteiro agrado e não ter a vida como preciosa para si mesmo. É desejar conhecê-lo mais. É desejar ser como Ele é. É ansiar pela eternidade. Todas essas coisas definem um pouco o que é ser um Cristão.

sábado, 26 de junho de 2010

Quatro Razões Bíblicas para ler a Bíblia

Quando lemos a bíblia, encontramos alguns padrões bíblicos para aquilo que deve ser definido como prioridade para a vida do cristão. Dentro dessa lista de prioridades vem em primeiro lugar o nosso relacionamento com Deus, seguido da nossa família, depois o nosso ministério e em seguida as demais coisas. 

Sendo assim, achei mais prudente postar sobre um tema que remetesse ao nosso relacionamento com Deus antes de tratar sobre qualquer outro assunto. Antes de pensar em construir qualquer edifício,  devemos sempre começar por um ótimo alicerce.

Quando penso em uma vida voltada para Deus, não consigo imaginar essa vida dissociada de ótimos momentos de relacionamento. Esses momentos devem ser preenchidos por meditações na palavra de Deus e oração. Sendo assim, quero listar 4 boas razões bíblicas para dedicarmos tempo de nossos dias na meditação da palavra de Deus:

1. A leitura da palavra de Deus é o meio pelo qual o crente obtém crescimento espiritual. O apóstolo Pedro em sua primeira epístola escreveu: 

"Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação." (1 Pe 2.2)

A chave para entender esse versículo está em seu contexto. Um pouco antes, o apóstolo Pedro escreveu dizendo que foi mediante a palavra de Deus que obtivemos a regeneração (v.23) e que essa palavra é a palavra que nos foi evangelizada e que permanece eternamente (v.25). A partir desse contexto o apóstolo nos exorta a "desejar ardentemente, como crianças recém-nascidas" esse "leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação".

Uma criança recém-nascida necessita do leite materno para crescer. Do mesmo modo, o crente necessita conhecer a palavra de Deus para crescer espiritualmente. Em outra passagem o apóstolo Paulo escreveu:

"E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo." (Rm 10.17)
 
2. Há promessas para aqueles que sentem prazer na lei do Senhor. No salmo 1 a bíblia diz:

"Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite." (Sl 1.1,2)

A palavra "Bem-aventurado" pode ser interpretada como "mais que feliz" ou "plenamente satisfeito em Deus". Sendo assim, a bíblia mostra o caminho para encontrarmos plena satisfação em Deus: a Sua lei! O justo é conhecido pelo amor que ele tem pela palavra de Deus e por meditar nela de dia e de noite. 

3. Devemos estar preparados para defender a nossa fé. Em 1 Pe 3.15, o apóstolo escreveu:

"Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós." (1 Pe 3.15)

É nosso dever como cristãos sermos profundos conhecedores da palavra de Deus e sabermos defender a nossa fé. E para isso devemos dedicar tempo e esforços em leitura e meditação. 

4. É um erro não conhecer as escrituras. Certa vez ao ser questionado pelos saduceus quanto a uma questão referente à ressurreição dos mortos, Jesus respondeu:

"Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus." (Mt 22.29)

É um profundo erro e um desperdício não conhecer as escrituras. Que sejamos crentes que anseiam e meditam na lei do SENHOR de dia e de noite!

Luiz Augusto

sábado, 12 de junho de 2010

Meditações em uma ida à Biblioteca

Naquela noite quando eu cheguei na biblioteca central para estudar reparei que Jorge estava vendendo tapioca ali em frente. Logo que eu o vi pensei: "Senhor, por que Jorge não está vendendo tapioca lá no Parque do Povo, onde está havendo a festa do São João? Lá ele venderia muito mais do que aqui".

Então me lembrei que seu Jorge era Cristão! E apesar de alguns não acharem que vender tapioca na festa seja pecado, para Jorge talvez fosse e talvez por isso não tenha ido. E Deus me mostrou que se somos Cristãos, devemos glorificar a Deus com nosso trabalho.

Depois de estudar um pouco resolvi voltar para casa, era por volta das 20:30h. Sai da biblioteca, passei pela praça da bandeira, e desci pela Irineu Joffily. Quando eu estava caminhando, um motoqueiro passou, derrubou uma moto que estava estacionada e saiu, deixando a moto lá no chão. Aquilo me deixou abismado. Em seguida atravessei a rua do CCAA, e reparei em uma prostituta que sempre fica ali parada. Toda vez que passo por essa rua a vejo ali. Pensei comigo mesmo: "Senhor, tantas vezes eu passo por aqui e nunca evangelizei essa mulher. Nunca parei para dizer que o Senhor poderia mudar a vida dela". Então o Senhor me falou que se somos Cristãos, devemos evangelizar.

Continuei caminhando, até que algo me chamou atenção. Quando passei em frente ao Motiva, vi dois olhos brilhando em um local bem escuro. Era uma menininha, que estava catando alguma coisa dentro dos sacos de lixo do colégio. Reparei que ela não estava apenas mexendo no lixo, mas estava literalmente dentro dele procurando alguma coisa. E isso me doeu, porque aquela menina não aparentava ter mais do que 12 anos de idade. Pensei: "Senhor, como nos falta amor por essas pessoas. O que somos muitas vezes é hipócritas, porque falamos do Senhor para as pessoas, mas nos esquecemos de amá-las." Então o Senhor me falou que se somos Cristãos, devemos amar as pessoas.

Depois eu passei pela praça da morgação. Lá meu espírito se inquietou, quando vi vários jovens se prostituindo. Ali o Senhor me falou que não podemos ser Cristãos sem santidade.

Continuei descendo a rua até que vejo uma briga. Parei para ver a cena. Três homens fortes jogaram um homem no chão e o chamaram de ladrão. Eles estavam dizendo que ele havia roubado alguém e que deveria devolver o dinheiro. Lembrei também do motoqueiro que havia derrubado a moto estacionada e pensei: "Senhor, não podemos ser Cristãos sem ter integridade."

Continuei voltando para casa e pensando em tudo que eu havia visto, e que Deus havia me falado em uma simples ida à biblioteca. De repente, sem eu entender que relação tinha com tudo aquilo, o Espírito Santo me fez meditar em 1 Co 10:31, que diz "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus". E eu perguntei a Deus: "mas Senhor, eu faço tantas coisas para a glória do Senhor, por que esse versículo agora?" Me veio a resposta: mas você não faz TUDO.

Nesse dia eu pude entender, que ser Cristão não é somente Trabalhar para a glória de Deus, ou Evangelizar, ou Amar, ou se Santificar, ou ser Integro. Mas é ser todas essas coisas, em todo tempo e ao mesmo tempo.

Luiz Augusto

domingo, 16 de maio de 2010

Momento Missionário – Jim Eliot

"Aquele que dá o que não pode manter, para ganhar o que não pode perder, não é um tolo"
A história de Jim Elliot e seus quatro amigos é uma das histórias missionárias mais empolgantes e inspiradoras.
Jim Elliot nasceu em 8 de Outubro de 1927 na cidade de Portland, no estado americano de Oregon. Jim pertencia a uma família cristã dedicada ao Senhor; desde cedo foi instruído nos caminhos de Deus, e veio a receber a Cristo como seu salvador aos 8 anos de idade. Fred, um pastor batista, e Clara Elliot, seus pais, eram bastante cuidadosos quanto à instrução bíblica de seus filhos e exerceram forte influência na formação de suas vidas.

Jim revelou-se um jovem bastante talentoso, destacando-se em todas as atividades que se envolvia. Era líder de sua classe, e detentor de uma brilhante oratória. Elaborou um aclamado discurso de honra em homenagem ao presidente americano, Franklin D. Roosevelt, por ocasião de seu falecimento. Graduou em "desenho arquitetônico" na High School e depois se transferiu para a faculdade cristã de Illinois, a Wheaton College, onde se graduou com as mais elevadas honras.

Convicto de sua vocação e chamada, Jim prioriza seus estudos com o intuito de alcançar a melhor preparação possível para o seu ministério. Empenha-se no estudo do grego, já visando uma possível tradução do evangelho para alguma lingua nativa. Segundo o registro de seu diário, sua vida tinha sido profundamente impactada pelos testemunhos de missionários como David Brainerd e Hudson Taylor. Jim Elliot orava constantemente: "Consuma minha vida, Senhor. Eu não quero uma vida longa, mas sim cheio de Ti, Senhor Jesus. Satura-me com o óleo do teu Espírito...". Durante seus estudos conheceu Elizabeth Howard, que também tinha um chamado para missões transculturais. Apesar de seus sentimentos um pelo outro, aguardaram em oração a confirmação de Deus, e somente após a graduação eles se casaram. Jim e Elizabeth se casaram em 1953, na cidade de Quito (Equador) e em 1955, nasceu sua filha Valerie.

Jim recusou convites para pastorear em algumas igrejas nos ministérios da juventude. Para alguns líderes, Jim tinha um futuro bastante promissor no ministério pastoral nas igrejas do EUA. Por esta razão foi criticado quando insistia em sua decisão em levar o evangelho de seu Salvador aos índios na Amazônia. Jim convenceu dois de seus amigos (Ed mcCully e Peter Fleming) que trabalhavam com ele numa rádio de difusão do evangelho a participarem da escola linguística, juntamente com ele e Elisabeth. Mais tarde , os três amigos e suas esposas (Jim e Elisabeth casaram-se no Equador) partem ao Equador para trabalharem com os índios Quechua. No Equador, um piloto missionário, Nate Saint, e sua esposa juntaram-se ao grupo. Conseguiram estabelecer uma estação da missão entre os índios Quechua. Jim e Elizabeth trabalharam na tradução do Novo Testamento para a língua dos quechuas. Nesse tempo Jim se lembrou dos índios aucas (hoje conhecidos como Huaoranis) que tinham a fama de serem muito violentos e que não possuiam nenhum contato com o mundo exterior. Com o propósito de levar o evangelho aos índios huaoranis, o grupo começou a elaborar um plano que ficou conhecido como Operação Auca.

Roger Youderian, um novo missionário, com sua esposa pediram para se juntar ao grupo. Nate Saint, conseguiu avistar alguns índios aucas sobrevoando algumas áreas que foram demarcadas no mapa da operação. A partir de então começaram sistematicamente sobrevoar as áreas dos huaoranis durante quatro meses levando presentes. Amarrado por uma corda, um balde cheio de roupas, bugicangas, cereais e fotografias dos missionários era levado pelo avião que em vôos baixos deixava cair os presentes. Os índios aucas chegaram a colocar no balde um papagaio e alguns enfeites de suas vestimentas. Diante do progresso alcançado, os cinco jovens missionários resolvem montar um acampamento às margens do rio Curray. Através de uma estação de rádio comunicavam constantemente com suas esposas que tinham ficado na base da missão.
Pouco tempo depois, um grupo de quatro índios visitaram os missionários em seu acampamento. Os missionários deram-lhes presentes e alimentos como um sinal de paz. Outros contatos foram feitos por mais algumas vezes e um daqueles índios chegou a voar com Nate Saint em seu avião, sobrevoando sua própria aldeia. Incentivados por uma visita no dia 7 de Janeiro, os missionários decidiram ir até a aldeia dos huaoranis. Acordaram cedo e louvaram ao Senhor na manhã de 8 de Janeiro. Nate e Jim sobrevoando a área da aldeia dos aucas avistaram um grupo de 20 a 30 índios se movendo em direção ao acampamento. Através do rádio comunicaram com suas esposas e decidiram ás 16:30 entrarem em contato novamente.

Ao chegarem na praia de seu acampamento, Nate e Jim avisaram aos outros que os aucas estavam vindo. Munidos de armas decidiram não utilizá-las. Pouco tempo depois chegaram os aucas e pouco esses cinco jovens puderam fazer. Foram mortos pelos aucas naquele dia de 8 de Janeiro de 1956. Angustiadas pela demora do contato de seus maridos, suas esposas solicitaram imediatamente ajuda. Helicópteros e forças do exercito equatoriano sobrevoando o rio Curray encontraram os corpos de quatro missionários (não foi encontrado o corpo de Ed McCully). Seus corpos foram encontrados brutalmente perfurados por lanças e machados. O relógio de Nate Saint foi encontrado parado em 15:12 minutos, do que se deduz a hora em que foram mortos.

As esposas desses missionários, apesar da grande dor que sofreram, decidiram continuar com a missão, e algum tempo depois foram sucedidas na evangelização dos aucas. A tribo foi evangelizada e alguns anos mais tarde, o assassino de Jim Elliot, agora convertido ao Senhor Jesus e líder da igreja na aldeia batizou a filha de Jim e Elizabeth no rio onde seu pai tinha sido morto.


http://www.evangelizabrasil.com/wp-content/uploads/2008/08/jim-elliot-11.gif


A vida e o testemunho desses cinco missionários martirizados por amor ao evangelho têm inspirado até hoje centenas de jovens a dedicar suas vidas ao Senhor da seara. Jim Elliot procurou servir a Jesus com todas as suas forças e a maior parte de sua vida e de seu ministério é contado por sua esposa Elizabeth em dois livros publicados posteriormente. Sua célebre frase, encontrada em seu diário nos inspira a entregar sem reservas a nossas vidas nas mãos do Mestre: "Aquele que dá o que não pode manter, para ganhar o que não pode perder, não é um tolo".
Biografia de Jim Elliot compilada por Luciano Hérbet.


Referências:

Em 2005 foi lançado o filme Terra Selvagem (End Of The Spears) contando a história dessa Missão. Atualmente essa tribo é evangelizada e convertida ao Senhor Jesus. Abaixo o trailer do filme.



"Todos ficaram comovidos pela notícia da morte de cinco jovens que tentaram evangelizar uma tribo de índios selvagens, chamados Aucas, na floresta amazônica do Equador. O mundo incrédulo somente podia interpretar essa chacina em 1956 como um grande desperdício! Os evangélicos que acompanharam os preparativos e os cuidados desses missionários concluíram que Deus aprovara e galardoará eternamente esse investimento de esforço e vida." - Citado por Russel Shedd, Teologia do Desperdício, p. 12.

A missionária Bárbara, viúva de Rogério Youderian, escreveu em seu diário: "Hoje o Capitão nos disse que encontrou quatro corpos no rio. Um tinha camiseta e jeans azuis. Rog foi o único que os vestia [...] Deus me deu este versículo dois dias atrás: "Este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; ele será nosso guia até à morte" (Sl 48.14). Quando eu cheguei a enfrentar, cara a cara, as notícias da morte de Rog, meu coração ficou cheio de louvor. Ele era digno de sua ida para casa. 'Ajuda-me, Senhor, ser tanto mamãe como papai dos meus filhos'." 

Fico pensando o que se deve passar na mente de alguém sem a menor esperança de vida eterna quando lê esta história. Para uma pessoa assim tudo isso não passa de desperdício e loucura. Talvez um dia quando essa pessoa compreender o que é Salvação e Eternidade ela possa provar da convicção de um Cristão.

"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens." - 1 Coríntios 15:19

Luiz Augusto
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