segunda-feira, 5 de julho de 2010

Oração - Eli Dias

O que eu poderia falar sobre essa área tão importante da vida cristã que é a oração, sendo que eu mesmo não a conheço como deveria nem sou íntimo como espero? Se me atrevo a falar de algo tão nobre, é porque eu creio que os lampejos que já vivi e o desejo anelante do meu coração podem ser úteis para incendiar corações sedentos de intimidade com Deus.

Orar é muito mais que repetir palavras, é muito mais do que petição. Orar é mergulhar e desfrutar da doce presença de Deus. Orar é estarmos conscientes de que estamos diante do Rei da Glória, o qual conhece os nossos corações melhor que nós mesmos. Orar é estabelecer um diálogo com nosso Senhor através do Espírito.

No salmo 25, o qual tem o título de “Oração por auxílio divino”, Davi começa da seguinte maneira: “A ti, SENHOR, elevo a minha alma” (Sl 25.1). Em outra oportunidade, no salmo 42, o salmista escreve: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante e face de Deus?” (Sl 42.1,2). Isso nos mostra como devemos ansiar pela presença de Deus e que a oração é uma experiência espiritual, onde nossa alma deve ser elevada ao sublime Trono.

Certa vez, um autor inglês falando acerca do relacionamento com Deus, escreveu: “Eleve seu coração a Deus num impulso de amor; busque a Ele, e não suas bênçãos. Daí por diante, rejeite qualquer pensamento que não esteja relacionado com Deus. E assim não faça nada com sua própria capacidade, nem segundo a sua vontade, mas somente de acordo com Deus. Para Deus, esse é o mais agradável exercício espiritual.”

Em outro trecho, o mesmo autor recomenda que, em nossas orações, nos despojemos de todo o empecilho, até mesmo de nosso conhecimento teológico. “Pois basta-lhe a intenção de dirigir-se a Deus, sem qualquer outro motivo além da pessoa Dele”.

Jesus nos incitou a orar várias vezes, em vários textos dos evangelhos. Ele mesmo nos deu o exemplo quando, mesmo depois de um dia exaustivo, durante a madrugada, se isolava para orar. O apóstolo Paulo escreveu aos tessalonicenses: “Orai sem cessar”(I Ts 5.17). Mas também é de suma importância saber que a oração deve ser desfrutada para o crescimento espiritual e não como um atalho para saciar todos os nossos prazeres. Em sua carta, Tiago escreveu: “Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” (Tg 4.2,3).

Dessa forma irmãos, nos esforcemos para alcançarmos todas as maravilhas que essa prática pode nos propiciar. Como diria o autor de Hebreus: “Tendo, pois, irmãos intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé...”.

Devemos nos esforçar para crescermos sempre mais e conhecer as maravilhas que Deus têm preparado para nós. Creio eu que boa parte destas bênçãos serão conhecidas ainda nesta vida através do poder da oração, então façamos uso dessa bênção que Deus no deu, tanto individualmente quanto enquanto Corpo.

“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa” (Oséias 6.3).

Eli Dias

1 comentários:

Dani disse...

Glória a Deus! Creio que é por aí mesmo! A essência da oração está em nos deleitarmos na presença de Deus... E para isto basta a sinceridade do nosso coração. Se nossas motivações estiverem erradas, se não conseguimos sentir Sua presença, só necessitamos Lhe contar a verdade. O Senhor é fiel e estará sempre pronto para nos ouvir e nos direcionar para a Sua vontade, para glória do Seu nome!

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