sexta-feira, 28 de maio de 2010

"Tudo é relativo": isso é uma verdade absoluta?

Hoje em dia podemos ouvir facilmente das pessoas frases que atestam sua visão relativista das coisas. Isso é ainda mais forte no meio acadêmico - e aqueles que preferem aderir a quaisquer pressupostos absolutistas são taxados de atrasados, quadrados ou radicais. Mas será que é mesmo assim?

Quando analiso esse tipo de discurso, vejo, na verdade, um profundo absolutismo. Parece contraditório, mas não é: hoje em dia é colocada a ideia da relatividade sem abertura para outro tipo de pensamento: o pensamento absoluto de hoje é de que tudo é relativo. Para que se comprove isso, basta mostrar alguma ideia absoluta de moral, por exemplo, em questões simples como mentira, pequenas contravenções (suborno a um guarda de trânsito, cola na hora de uma prova) ou sobre a ideia de quem seja Deus, Seus princípios e atributos. Se alguém fala que suborno é pecado, ou que Deus é amor e justiça, que só há um caminho de salvação, em muitas ocasiões é logo excluído e por vezes humilhado. Mas por que esse comportamento, se o próprio discurso pós moderno prevê a tolerância às diferenças?

A questão não é sobre absolutos e relativos. É óbvio que tudo nesse mundo é regido por absolutos - por mais que se considere que se deve ver tudo relativamente. Não há pra onde correr! O grande problema está no fato de que as pessoas hoje não gostam de ser contrariadas, de ter sua postura apontada como incoerente. Para escapar de uma possível exposição pública de seu erro, simplesmente dizem: "Mas você vê isso como uma coisa errada. Meu ponto de vista é diferente!".

Se você é uma pessoa que tem fugido dos absolutos morais e se resguardado na ideia vã de que "tudo é relativo", abra os olhos. Assim como uma pessoa que atravessa uma avenida na hora do rush tem grande chance de ser atropelada, o ser humano corre extremo perigo quando está longe dos absolutos perfeitos de Deus. Ele não é um quadrado ou radical caprichoso, que quer as coisas de um determinado modo por futilidade; Ele criou você, na sua singularidade, e sabe o que é melhor pra sua vida. Estar longe da segurança de Seus preceitos é um risco absoluto (e não relativo) de uma eternidade absolutamente aterrorizante.

7 comentários:

Mariana Gouveia disse...

Finalmente postei alguma coisa! eeeee

Eugênio disse...

Ehhh....isso é relativo...heheheh zuera. Bacana, vc escreve muito bem.

Beta Monteiro disse...

Muito bom esse texto! É um "pedala Robinho " de Deus;)

Luiz Augusto disse...

Como diz G.K. Chesterton: "A tolerância é a virtude do homem sem convicções".

Mari Siqueira disse...

Ótimo texto Marii!

Como disse Betinha: "é um pedala Robinho de Deus"!

hehehehehe =D

Eugênio disse...

"A tolerância é a virtude do homem sem convicções". (exagero....) ^^ eheheheh

Eu sou um cara tolerânte. =D

Dani disse...

Glória a Deus Mari! Rm 11:36!

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